Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 17/03/2010

PER do Seixal: não deixes para amanhã o que devias ter feito há 13 anos!

Se há assunto sobre o qual o PSD Seixal tem assumido com frequência posições políticas de relevo é certamente o do PER (Plano Especial de Realojamento) do Seixal. Ao longo de vários anos e de diversas formas foram tomadas posições públicas quer por parte do PSD quer por intermédio da JSD.

No Jornal do Seixal de 13 de Março último a recentemente eleita líder local do PSD, Catarina Tavares, assina um excelente artigo de opinião sobre esta matéria de onde retira conclusões dramáticas sobre o processo de implementação de uma verdadeira política de realojamento das populações que vivem em bairros de terceiro mundo!

Refere, em concreto, Catarina Tavares que:

“No Seixal em 2010, a notícia continua a ser que “o município promove soluções de realojamento para famílias que se recensearam em 1997”. Há 13 anos portanto. Mas que notícia é esta?”

Poderíamos, talvez, pensar que apesar de tudo o município e os seus responsáveis tentariam de alguma forma passar a mensagem que algo está a ser feito ou está, pelo menos, planeado para se fazer.

No entanto o que retiramos do documento político orientador da actividade da Câmara Municipal do Seixal para este ano é demasiadamente pouco. Refere a Introdução às Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2010 que:

“Por considerarmos que a reabilitação urbana do território é uma questão maior relevância e do interesse de todos os intervenientes neste processo, no âmbito do protocolo assinado entre os promotores e a Câmara Municipal do Seixal e na expectativa de uma parceria futura com IHRU – Instituto de Habitação de Reabilitação Urbana, continuaremos a desenvolver, em conjunto, esforços que permitam o realojamento da população recenseada em 1997.

Importa referir que a aprovação da revisão do Plano Director Municipal cria condições para o desenvolvimento do programa de realojamento do Bairro de Santa Marta de Corroios, no quadro da solução urbanística preconizada.” (vide página 9)

Esta é, indubitavelmente, uma forma interessante de colocar a questão. O que está aqui escrito (mas de forma mais poética) é que é uma questão do maior interesse e relevância mas, à semelhança dos últimos 13 anos, não vamos fazer nada!

Mais, estranhamente – ou não – não se estabelecem metas ou objectivos, não se criam parâmetros de actuação nem se avançam quaisquer datas para a resolução de um problema com já várias décadas.

Em artigo nosso publicado em Novembro de 2007 avançávamos que estavam por realojar cerca de 430 no concelho do Seixal. Quantas serão as famílias a viver em condições degradantes no concelho do Seixal quase dois anos e meio depois?


Responses

  1. Sendo professora/formadora do processo Novas Oportunidades, pedi aos meus formandos um trabalho sobre “Arquitectura e Urbanismo” na sua zona habitacional e qual foi o meu espanto, dos 17 formandos, 9 referiram nos seus trabalhos a situação do famoso “Bairro da Jamaica”. É espantoso, como tanta gente se incomoda com esta degradante situação, menos a Câmara Municipal do Seixal. Por quanto tempo mais vamos ter que esperar para ver a sua solução?.
    MªJosé Rodrigues


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