Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 19/02/2010

Novos órgãos locais do BE

Parece que neste inicio de ano não foi apenas o PSD Seixal que foi a votos mas também o BE local.

De acordo com esta notícia, os novos dirigentes locais deste pequeno partido são: Alexandra Gonçalves, Ana Santos, Daniel Arruda, Joaquim Mota, Pedro Santos e Roberto Robles. Como vemos, na orgânica do BE é sempre difícil compreender quem assume as funções de coordenação pelo que é muito complicado individualizar o mérito e assacar responsabilidades pessoais.

Desejamos aos novos dirigentes locais do BE sorte e bom trabalho. Que sejam capazes de contribuir para o aumento da qualidade da política local e subsequente aumento da qualidade de vida de todos.


Responses

  1. Tenho algumas dúvidas.
    Todos nós sabemos como da “duvidosa” democracia interna do BE a nível nacional. E aqui no Seixal? Houve mesmo eleição? Quem teve o direito a ser eleito? E mais importante, a votar para eleger? Onde? Quais os candidatos?

    Sinceramente gostava de ver rsepondidas estas questões.

    PS: pequeno partido? Um partido com sensivelmente 10% dos votos a nível nacional? Um partido muito próximo do PSD a nível da autarquia do Seixal?

  2. Caro Oliveirinha,

    Coloca algumas questões interessantes para as quais eu não tenho resposta. Talvez algum dirigente do BE possa responder.

    Julgo que, efectivamente, o BE continua a ser um pequeno partido.

    Quanto ao facto de ser um partido próximo do PSD ao nível da autarquia do Seixal nada sei. Julgo no entanto difícil.

    Cumprimentos,
    Filipe de Arede Nunes

  3. Caro Filipe,

    Sobre um post seu anterior:

    “Chamamos a atenção para este texto do Vereador Paulo Edson da Cunha sobre matérias da competência do seu pelouro: Protecção Civil. É bom saber que está a ser feito qualquer coisa no que a este assunto diz respeito.”

    É bom saber que lamber botas continua a estar na ordem do dia, nem que seja com projectos que não são de quem se intitula. Muito feio.

    Mas os laranjinhas apenas sabem “bajularem-se” uns aos outros?

    Chamo então a atenção para este excerto deste rídiculo post, em que o senhor Cunha, modela toda a gente pela sua bitola: “Antes que as mentes deturpadas, invejosas e mal-intencionadas congeminem explicações, devo acrescentar que o Rui não me deve nada, é meu colega de profissão mas não tem qualquer vínculo comigo, não tem qualquer ligação à Câmara Municipal e, inclusive, esperou que a questão do adjunto estivesse resolvida para poder apresentar este texto, para não ser mal interpretado.” pode ver-se o resto em http://pauloedsonc.blogspot.com/2010/02/obrigado-rui-b-pereira.html

    O PSD Seixal está mal como nunca, rídiculo.

  4. Caro anónimo,

    Não me diga que o pelouro da Protecção Civil não é do vereador Paulo Edson da Cunha?!

    Cumprimentos,
    Filipe de Arede Nunes

  5. Filipe, a organização do BE nada tem de complicado. O único cargo de coordenação que existe é o da Comissão Política Nacional. Todos os outros orgãos do Bloco têm direcções colegiais. Podemos discutir se é a organização certa mas é a que o BE defende e por isso se reparares essa lista de nomes está por ordem alfabética de modo a não haver nenhuma dúvida quanto a isso.
    Em relação à dúvida que colocas sobre responsabilidades, ela deverá ser sempre imputada à estrutura porque é dessa estrutura que saem as decisões. Internamente as responsabilidades estão definidas e como tal e quanto a isso não há problema.
    Como sei que és uma pessoa interessada deixo aqui o link para a página do BE Seixal, que ira ser reformulada brevemente (15 dias no máximo) e onde entre outras coisas poderás começar a encontrar todas as actas das reuniões desta direcção do BE e facilemnte entenderás como funcionam as direcções colegiais e suas responsabilidades individuais.

    Oliveirinha, Em relação á dúvida sobre democracia interna do BE nem vou responder com promenores por uma razão muito simples. Os defeitos que nós militantes do BE encontramos sobre a nossa democracia interna e não temos problemas em expor, ainda nos põe á frente de todos os outros partidos nesse item, por isso já chega de se bater nessa tecla. É qua há uma diferença entre o que nós temos e o que outros têm. Queremos mais e a discussão perfeita? Queremos. Chegaremos lá dificilmente mas se não formos nós a vermos os nossos defeitos e os corrigir-mos ninguém o fará por nós.

    Quanto ao resto, as eleições realizaram-se a 7 de Fevereiro e todos os militantes de quotas em dia têm capacidade de eleger e ser eleitos. Os aderentes foram informados das eleições, das datas em que teriam de ser entregues as listas e de todo o regulamento eleitoral. Uma vez entregues as listas os militantes foram informados pela comissão eleitoral, que era a concelhia cessante, sobre a composição das mesmas e no dia correcto votou-se sendo que se houvesse duas ou mais listas a concorrer a composição da concelhia seria apurada pelo método proporcional directo a exemplo do que ocorre para a Mesa Nacional do Bloco onde tradicionalmente existe mais que uma lista a concorrer.
    O mandato é de dois anos como estatutáriamente definido.

    Ficou explicado?

  6. Caro Daniel,

    Em primeiro lugar quero agradecer o esclarecimento de algumas questões que coloquei no texto. Julgo que apesar de pequeno o BE Seixal está bem representado e é um grupo muito válido na defesa do interesse dos habitantes do concelho do Seixal.

    Em segundo lugar quero ainda dizer que compreendo a dinâmica de organização do BE embora gostasse mais (mas quem sou eu para gostar mais?!) que as responsabilidades estivessem individualizadas. Sei que esta é uma questão filosófica mas pelo menos para mim de grande importância.

    Cumprimentos,
    Filipe de Arede Nunes

  7. Filipe, é de facto uma questão filosófica ou ideológica (prefiro o segundo), porque é normal que uma organização marxista, na génese de todos os movimentos de esquerda sejam eles trotskistas ou leninistas (deixo mao e estaline de fora por razões óbvias) têm uma ideia de poder cooperativo e não individualizado. O culto do Líder é uma coisa que na essencia desvirtua o próprio marxismo e conceito de socialismo.
    Outra razão é a de que a questão individual leva a discriminações entre rostos mais visíveis e menos visíveis. Pegando no caso do PSD por exemplo, e tanto quanto julgo saber, quem concorre a uma liderança escolhe a sua equipa de trabalho e deverá obviamente ser julgado pelo trabalho dessa equipa. Ora numa direcção colegial as direcções já nascem como listas e não ao redor de uma figura, pelo que não faz sentido essa reponsabilização.
    No caso do BE só assim é possível termos reuniões de direcção abertas a todos os militantes que queiram participar, sendo que só tem direito a voto (sim que também há divergencias que levam a que decisões sejam votadas, não é só unanimidades coreanas), mas a participação num orgão de direcção deve sempre ser, numa direcção colegial, aberta a todos os que nela tenham interesse em participar.
    Eu compreendo que no teu caso de blogger seja mais fácil quando há um nome a apontar, neste caso o nome a apontar chama-se cooredenadora concelhia e cada um dos seus membros assume completa responsabilidade dos actos do colectivo.

    Mas caro Filipe, tendo nós conceitos ideológicos completamente distintos, é normal que nestas discussões mais filosóficas tenhamos divergencias. Ainda bem que assim é, senão não haveria esquerda nem direita, o que não invalida que em questões práticas e especialmente do foro local possamos estar muitas vezes de acordo. Exactamente porque são práticas e não idológicas.

  8. Caro Daniel,

    Mais uma vez agradeço o contributo que dá a este espaço que também é aberto a todos os que querem participar. Saber que existe gente por aí que é capaz de discutir política de forma elevada como o Daniel dá-me esperança no futuro.

    Efectivamente a questão é filosófico-ideológica e resultado de uma determinada forma de encarar a política, a sociedade e a vida. Sempre acreditei que o individuo se sobrepõe à sociedade mas tal não significa que não consiga encontrar mérito noutras formas de organização diferentes daquelas que preconizo.

    Quanto ao PSD (o único partido que conheço efectivamente com pormenor) devo dizer que a única eleição que é individual é a do Presidente do partido porque todos os outros órgãos do PSD são eleitos em listas. Naturalmente que estas listas estão hierarquizadas, um pouco, aliás, como toda a sociedade como nós a conhecemos. As funções estão divididas o que não significa que cada um não responda solidariamente pelo que fazem os outros.

    Cumprimentos,
    Filipe de Arede Nunes

    PS: É um prazer ter o Daniel por cá. Espero que regresse rapidamente à blogosfera onde faz falta.

  9. A UDP está mesmo morta.

  10. Senhor Filipe pergunte lá como elegem a direcção nacional…
    Quanto à eleição aqui no Seixal só tenho um comentário, “Com papas e bolos se enganam os tolos”.

  11. Muitos Parabéns ao BE e essencialmente aos comentários construtivos aqui apresentados.
    A explicação de como os órgãos internos partidários funcionam e quais as diferenças entre os partidos não é só uma forma de fazer política construtiva, como um acto de cidadania.
    Abraços

  12. Caro Pedro,

    Não estou certo de ter compreendido a sua questão…!

    Cumprimentos,
    Filipe de Arede Nunes

  13. Filipe, desculpa lá ocupar o teu espaço para falar do BE mas como fizeram uma pergunta vou responder.
    Pedro, a direcção nacional é eleita em convenção nacional e o processo é simples. Em todas as organizações concelhias se elegem delegados que devem ser afectos a uma Moção sectorial ou nacional. Feita a votação sabe-se quantos delegados leva cada moção à convenção (pelo método proporcional directo) sendo que são esses delegados que por voto secreto elegem as listas que são apresentadas na convenção. O resultado da direcção nacional é mais uma vez proporcional aos votos que cada uma das Moções / Listas tiver. Uma nota. Não é obrigatório que todas as moções apresentadas para eleição de delegados dê origem a uma lista. Na última convenção houve delegados eleitos por 6 ou 7 moções e apenas 3 listas apresentadas a convenção.
    Assim fica constituída a mesa nacional que tem actualmente 80 pessoas e que é o orgão máximo entre convenções. Desta estrutura sai depois mais uma vez por eleição em urna (voto secreto) a comissão executiva que gere o dia a dia do BE e que obviamente corresponde á correlação de forças que há na mesa Nacional do BE.
    Simultaneamente com a eleição da Mesa Nacional do Bloco é eleito a Comissão de Direitos, orgão apelativo e de consulta no Bloco e que tem como missão fiscalizar as contas e dar o parecer à Mesa Nacional e também servir de órgão de deliberação sempre que haja uma dúvida sobre o cumprimento estatutário na vida nacional do BE. As decisões neste orgão são sempre tomadas por maioria simples.

    Quanto ao Seixal não sei a que te referes ,mas se detectaste alguma irregularidade no processo por favor elucida-me que eu não o notei.

  14. Filipe, com a respsota anterior esqueci-me completamente de uma coisa que escreveste mais acima e que versava sobre o individuo se sobrepor à sociedade.
    O facto é que eu acredito que é exactamente só faz sentido o individuo e o respeito pelo mesmo se ele estiver em sociedade. Por outras palavras, não existe uma diferença de plataformas entre o individuo e a sociedade. Há um individuo com as suas especificidades que se integra numa dada sociedade e é no equililibrio entre estas duas formas organizacionais que estará o fiel da balança. Sempre que sobrepomos um ao outro gera-se injustiças. Por exemplo numa sociedade liberal em que se valoriza o individuo existe um total desrespeito pela sociedade e pelas seus contributos para o bem estar geral. Numa sociedade comunista real (vulgo estalinismo) o oposto também se verifica só que existe um esmagamento do individuo em prol do colectivo (sociedade) criando-se também uma desigualdade e injustiça social.
    Pegando num exemplo concreto que é uma estrutura laboral. Só existe harmonia naquela “sociedade” se houver respeito pelo individuo, independentemente de qual a forma de organização. Se se criarem condições para o indeviduo puder contribuir de forma decisiva para a sociedade. Basicamente é a antítese da exploração do homem pelo homem que Marx descreve nas suas obras. O clichê de uma sociedade de iguais (clichê porque se disvirtuou o conceito de iguais) não passa apenas por questões de propriedade mas também de tratamento.

    Só a talho de foice. No outro dia em conversa no conselho de turma da escola do meu filho tive esta “discussão” com os professores. A responsabilização e o reconhecimento colectivo em oposição com a responsabilização reconhecimento individual e o que se ganhava no crescimento das crianças enquanto pessoas e fiquei a saber que existe mais gente interessada neste tipo de discussão do que eu imaginava e com contributos muito interessantes.

  15. Apesar de o eleitorado do BE confirmar o perfil do apoio característico da esquerda
    libertária, os documentos analisados indiciam que este não estará cumprindo,
    sob o ponto de vista programático e do estilo partidário, as previsões associadas
    àqueles partidos. Isto mesmo é afirmado no documento produzido na V Convenção
    Nacional do BE. Neste se admite a existência de um conjunto de limitações
    ao desenvolvimento partidário, advertindo-se que o partido “vive com rotinas organizativas
    que o fecham, [com] activismo ainda reduzido, [e] democracia interna
    pouco participada” (2007b: 16). É também no âmbito desta Convenção e das dificuldades
    nela discutidas que se produzem os estatutos que agora regem o partido.
    A revisão dos estatutos do BE não introduz, contudo, qualquer alteração significativa
    à democraticidade das normas do funcionamento interno partidário. O processo
    de tomada de decisão partidária mantém-se fundamentalmente alheado dos
    seus apoiantes.


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