Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 10/11/2009

Grandes vencedores e derrotados das eleições autarquicas

luis cordeiro_be

Nem todos os partidos políticos portugueses são iguais. Por exemplo no BE, resultado da sua natureza organizativa, é difícil saber quem são os principais responsáveis locais pelas escolhas e pela definição da estratégia política. Este facto inibe-nos de apresentar, com clareza, alguns daqueles que se inserem certamente a nossa rubrica sobre os principais vencedores e derrotados das últimas eleições autárquicas.

Seja como for Luís Cordeiro é certamente um vencedor deste acto eleitoral, sobretudo porque conseguiu fazer historia e foi eleito como o primeiro vereador do BE no concelho do Seixal.

Considerando que Luís Cordeiro é até relativamente desconhecido e que já se esperava que o BE elegesse um vereador pode até parecer descabido designa-lo como vencedor. No entanto contra factos há poucos argumentos e foi Luís Cordeiro e não outro candidato a conseguir ser eleito o que revela, pelo menos, que conseguiu juntar uma base de apoio significativa junto do BE local que o indicou (sendo este independente) como candidato por este partido.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 09/11/2009

Grandes vencedores e derrotados das eleições autárquicas

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O género de análise que temos vindo a fazer a respeito dos grandes vencedores e derrotados das eleições autárquicas é mais fácil quando os resultados dos partidos não deixam grande margem para dúvidas com é o caso das eleições para Presidente da autarquia no caso do PCP.

Mais difícil é dizer, por exemplo, que consideramos João Noronha como o segundo maior vencedor das eleições autárquicas quando este não foi sequer eleito vereador.

No entanto é preciso não esquecer que o CDS praticamente não existe e que não teve, no mandato de 2005 a 2009, qualquer eleito em todos os órgãos autárquicos locais e que o sucesso e o insucesso dependem muito das expectativas existentes.

O mesmo não se passa agora. O CDS elegeu dois elementos para a Assembleia Municipal e mais um para a Assembleia de Freguesia de Amora. Julgamos que é a João Noronha que se deve grande parte deste relativo sucesso e daí qualificarmo-lo como um grande vencedor das eleições autárquicas no concelho do Seixal.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 06/11/2009

Grandes vencedores e derrotados das eleições autárquicas

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Damos hoje inicio, depois de nos termos pronunciado genericamente sobre o resultado das eleições autárquicas, a um novo ciclo de texto, desta feita sobre os grandes vencedores e derrotados das referidas eleições do ponto de vista individual.

Iniciamos com o Dr. Alfredo Monteiro que foi eleito, mais uma vez (sendo também a última), presidente da autarquia.

Depois de 16 anos sempre a perder eleitorado Alfredo Monteiro é, porventura, o principal responsável por esta subida do PCP no concelho do Seixal. Tem sido capaz de ser o comandante de um navio com graves deficiências e tem-no mantido, não só à tona de água, mas aparentemente mais viçoso. É mordaz e agressivo na crítica política e tem um conhecimento interessante dos dossiers. É para nós o grande vencedor individual deste acto eleitoral.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 05/11/2009

Sobre acusações de fraude e afins! II

Na última semana temos acompanhado neste blogue essencialmente dois temas ligados à freguesia de Fernão Ferro: o da não eleição do executivo da Junta de Freguesia; e o da alegada fraude em eleição (denunciada pelo Dr. Paulo Silva) na mesa n.º da freguesia de Fernão Ferro.

Hoje, por força dos mais recentes desenvolvimento, voltamos a este segundo tema.

Em texto publicado no Blogue A Revolta das Laranjas refere o Dr. Paulo Edson da Cunha que:

“Nota: na cerimónia de tomada de posse avisei um colega de profissão, colega de política, embora adversário, que ia intentar um processo crime contra ele. Perguntei-lhe a brincar se já tinha advogado. E ele respondeu-me que estava à vontade, não tinha medo de processos e tinha muitos advogados no seu próprio escritório, se precisasse de um.

A verdade é que para quem está à vontade, apresentou uma resposta nem meia-hora depois, num misto de ataque e defesa. Coitado, saiu a correr da cerimónia, foi logo a escrever no seu Blogue a sua defesa e a pensar que contra-atacava. Ninguém o aconselhou a ter calma. A não desesperar. Assim ainda piorou a sua situação. Nem parece que é advogado.”

Importa ainda recordar as palavras do Dr. Paulo Silva que, no nosso entender, consubstanciam um crime de difamação:

“(…) mas por alguém que foi indicado por um partido para estar numa mesa de voto fez BATOTA de modo a beneficiar FRAUDULENTAMENTE o PSD.

Quem foi esse alguém, não sei, só sei que era membro, ou delegado da Mesa 8 de Fernão Ferro, e não acredito, e ninguém acreditará, que esse alguém tivesse sido indicado pela CDU, pelo PS, pelo CSD ou pelo BE, pois é óbvio que ninguém iria ter a ousadia de fazer BATOTA em benefício de uma força política que não fosse a sua. É assim para mim óbvio que quem fez BATOTA, que podia ter tido implicações sérias nos resultados eleitorais, foi alguém indicado pelo PSD e o PSD tem de assumir a responsabilidade pelos membros que indica para as mesas.”

(negrito pelo autor, sublinhados nossos)

A evidência das palavras do Dr. Paulo Silva deixa pouca margem para dúvidas. Parece ser suficientemente claro que este acusa o membro, ou membros, do PSD na mesa 8 de Fernão Ferro de ter alterado fraudulentamente o resultado das eleições daquela mesa. As afirmações não são graves como temos vindo a dizer até aqui, são CRIME!

Parece-nos ainda essencial deixar clara a seguinte ideia: no concelho do Seixal, nas últimas eleições, tivemos 129 mesas espalhadas por 6 freguesias e vários locais diferentes. A estas 129 correspondem 387 apuramentos eleitorais diferentes. A Assembleia Geral de Apuramento verificou os votos de menos de 1% dos apuramentos eleitorais.

Errar é humano. Partir do princípio que o erro é fraude é uma péssima maneira de estar na política e na vida. Se tivessem sido verificados os 387 apuramentos eleitorais teríamos, certamente, descoberto mais lapsos na contagem. É, pelo menos, o que nos diz a lei das probabilidades.

O Dr. Paulo Silva colocou-se numa situação complicada. Ninguém o empurrou, colocou-se lá de forma voluntária. O Dr. Paulo Silva tem obrigação de saber, devido às funções que desempenha, que não se fazem afirmações deste género sem as provar. Agora vai ter que o fazer em Tribunal. Esperemos que aprenda a lição.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 03/11/2009

Sobre acusações de fraude e afins!

Já sabíamos que os resultados eleitorais do passado dia 11 de Outubro fariam o ego de muito boa gente crescer de forma desmesurada.

Sabíamos também que há por aí quem não se coíba de levantar falsos testemunhos, não tenha qualquer pejo em fazer uso de acusações infundadas e, inclusive, difamar.

Julgam alguns indivíduos que estão protegidos por um qualquer véu de Maya ou acima dos ditames do Estado de Direito e que podem por isso dizer ou escrever tudo o que entendem sem que para tal existam consequências!

Não nos colocaremos aqui sob qualquer subterfúgio. Estamos em concreto a falar do Dr. Paulo Silva ilustre membro e eleito pelo PCP no concelho do Seixal que se tem lançado numa cruzada quixotesca contra o resultado das eleições em Fernão Ferro.

Alegou o Dr. Paulo Silva num texto publicado no dia 23 de Outubro no Blogue Seixal Sim! que o PSD em Fernão Ferro havia feito batota uma vez que havia:

 “tentando contabilizar como seus votos nulos ou expressos noutras forças políticas.”

Mas o Dr. Paulo Silva não se limitou a esta gravíssima afirmação, escrevendo ainda que:

“até ser descoberto que o PSD em Fernão Ferro tinha fraudulentamente contabilizado votos do BE como se fossem seus e descoberta a marosca”

Pelo que se vê, fica claro que o Dr. Paulo Silva acusa o PSD e mais concretamente os elementos indicados pelo PSD para a mesa 8 de Fernão Ferro de batota (que é o mesmo que burla) e de fraude.

Sabe o Dr. Paulo Silva, ou pelo menos tinha responsabilidade de saber, que o nosso Código Penal tem um título referente a crimes contra o Estado e dentro do capítulo I está a secção III que se refere a crimes eleitorais.

Sabe o Dr. Paulo Silva que as acusações que faz se consubstanciam num crime de Fraude em Eleição, uma vez que quem:

“Falsear o apuramento, a publicação ou a acta oficial do resultado da votação é punido com pena de prisão até 2 anos ou pena de multa até 240 dias.” (vide artigo 339.º, n.º 1, alínea b, do CP)

Sabe também o Dr. Paulo Silva que das mesas eleitorais fazem parte cinco elementos sendo que estes elementos são normalmente distribuídos pelos partidos políticos concorrentes aos actos eleitorais e que estaria na mesa 8 de Fernão Ferro pelo menos um elemento indicado pelo PCP e, porventura, também um delegado indicado por esta força política.

Num texto publicado hoje, dia 3 de Novembro, do supra referido Blogue Seixal Sim!, o Dr. Paulo Silva volta a referir-se ao incidente que diz ter existido nos seguintes termos:

“Deste modo senão fosse a decisão que tomei, o 11.º Vereador para a Câmara do Seixal teria sido eleito FRAUDULENTAMENTE pelo PSD. E digo FRAUDULENTAMENTE porque, repito, tal eleição não teria sido por vontade da população do concelho do Seixal, mas por alguém que foi indicado por um partido para estar numa mesa de voto fez BATOTA de modo a beneficiar FRAUDULENTAMENTE o PSD!

Quem foi esse alguém, não sei, só sei que era membro, ou delegado, da Mesa 8 de Fernão Ferro, e não acredito, e ninguém acreditará, que esse alguém tivesse sido indicado pela CDU, pelo PS, pelo CDS ou pelo BE, pois é óbvio que ninguém iria ter a ousadia de fazer BATOTA em beneficio de uma força politica que não fosse a sua! É assim para mim óbvio que quem fez BATOTA, que podia ter tido implicações sérias nos resultados eleitorais, foi alguém indicado pelo PSD e o PSD tem de assumir a responsabilidade pelos membros que indica para as mesas.”

(sublinhados do autor)

As afirmações do Dr. Paulo Silva são gravíssimas e consubstanciam-se, no nosso entender, num crime de difamação punido pelo artigo 180.º do Código Penal que refere que:

“Quem, dirigindo-se a terceiro, imputar a outra pessoa, mesmo sob a forma de suspeita, um facto, ou formular sobre ela um juízo, ofensivos da sua honra ou consideração, ou reproduzir uma tal imputação ou juízo, é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 240 dias.” (vide artigo 180.º, n.º 1, do CP)

Uma última nota para referir algo que nos parece ainda relevante. Fizemos parte da Assembleia Geral de Apuramento dos votos relativos ao concelho do Seixal. Notámos, desde o princípio, uma tentativa do Dr. Paulo Silva de destabilizar e de lançar para o ar acusações não sustentadas por qualquer argumento que pudesse ser valorizado. Deixámos sempre bem claro que não são admissíveis, dentro das regras do Estado de Direito Democrático fazer afirmações sem as concretizar. O Dr. Paulo Silva nunca as concretizou e preferiu sempre deixar as coisas no ar, chegando mesmo ao ponto de afirmar (implicitamente) que tinha existido fraude na mesa 2. A juíza que presidiu aos trabalhos nunca valorizou este género de apontamentos.

Ficamos muito tristes por confirmar que é assim que se faz política no concelho do Seixal. Parece não existir qualquer vergonha em imputar a terceiros juízos não concretizáveis e impossíveis de provar. Esperamos que o PSD e o membro da mesa n.º 8 de Fernão Ferro indicado pelo PSD actuem judicialmente contra o Dr. Paulo Silva. Será a única forma de esclarecer publicamente a verdade!

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 02/11/2009

Ainda sobre Fernão Ferro!

Temos assistido com muito interesse à discussão que se tem verificado na sequência dos acontecimentos ocorridos na passada sexta-feira na Assembleia de Freguesia de Fernão Ferro que culminaram numa indefinição sobre o futuro próximo do órgão executivo da freguesia.

Não estivemos presentes na reunião da Assembleia de Freguesia de Fernão Ferro nem sequer tivemos acesso a informação privilegiada sobre o que se passou nos dias antecedentes à mesma, mas sabemos o seguinte:

O Sr. Carlos Pereira como cidadão que encabeçou a lista mais votada terá presidido à primeira reunião de funcionamento da Assembleia de Freguesia e apresentado uma lista para os vogais da Junta de Freguesia (vide artigo 24.º, n.º 2 da Lei 169/99);

Os partidos da oposição (PSD, PS e BE) que têm 7 eleitos enquanto o PCP apenas tem 6 eleitos recusaram a lista apresentada pelo Sr. Carlos Pereira.

A lei não prevê qualquer solução para o caso de sucessivas propostas do Presidente da Junta poderem ser recusadas pela Assembleia de Freguesia e a lei da tutela administrativa não prevê esta solução como causa de dissolução do órgão. (vide sobre este assunto parecer emitido pelos Serviços Jurídicos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte)

Particular destaque tem de ser dado a duas tomadas de posição (uma pelo principal responsável local de um partido (PSD), no caso o Dr. Paulo Edson da Cunha; e outra por Daniel Arruda do BE).

Refere o Dr. Paulo Edson da Cunha que:

“Não sabemos quem a população vai “castigar”, sendo muito importante a mensagem vai passar, mas uma coisa é certa: O PSD (eu próprio falei com o Carlos Pereira) sempre esteve disponível (e continua pois o processo ainda não está encerrado) para um entendimento para viabilizar o executivo CDU, mas isso não podia, nem pode, passar por uma atitude inflexível da CDU, como se partisse dessa negociação sendo já maioritária.”

Refere Daniel Arruda que:

“Que fique claro, com o Bloco, e aqui no Seixal, as coisas sempre funcionaram assim. Somos minoritários nos órgãos onde estamos e avaliamos projectos e propostas uma a uma. E votaremos e decidiremos em consonância com o nosso projecto ou se não colidir com ele. Se o presidente da junta eleito tivesse reunido com o BE ( e não se entende por reunião ir a casa de um eleito à noite, pois o BE tem uma direcção política), tivesse explicado os motivos que o levam a escolher um executivo assim e uma mesa da Assembleia assim. Se houvesse ali substância política talvez as coisas tivessem sido diferentes. Cheques em branco não passamos.”

Quer-nos parecer que pelo menos estes dois partidos não fecham desde já a porta a um entendimento futuro embora não nos dêem a conhecer quais as bases desse possível entendimento.

No entanto o mesmo não nos parece fácil. Quando se chega a uma posição de ruptura, quando as partes têm posições tão antagónicas que não conseguem resolver é muito difícil alguma delas prescindir de algo.

Julgamos, depois do que temos lido, que o PCP não vai deixar perder a oportunidade de se vitimizar (com alguma razão no nosso entender) e vai querer mesmo provocar eleições antecipadas. Basta para tanto exigir que o executivo seja composto apenas por eleitos do PCP.

As oposições colocaram-se numa posição estranha. Nunca tínhamos visto ou lido em lado algum que a oposição quisesse entrar, por sua iniciativa, no órgão executivo forçando o convite. A regra diz-nos que é ao contrário que assim acontece.

Aguardaremos nos próximos dias por mais informações sobre este assunto e não prescindimos, desde já, do direito de voltarmos a esta temática.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 31/10/2009

Aberta a caixa de Pandora em Fernão Ferro

Realizaram-se ontem as reuniões de tomada de posse dos membros eleitos para as Assembleias de Freguesia.

Merece particular destaque, pelo que se passou, a tomada de posse dos eleitos na freguesia de Fernão Ferro.

Segundo consta maioria e oposição não conseguiram chegar a um entendimento relativamente à composição do executivo da Junta de Freguesia. Desta forma fica inviabilizada a eleição deste órgão pelo que, e segundo declarações de um responsável da Comissão Nacional de Eleições:

“Não podendo ser formado o executivo da junta a questão é dirimida pelo Governador Civil do Distrito a quem cabe nomear uma comissão administrativa e depois convocar eleições.”

Julgamos que foi aberta uma caixa de Pandora na freguesia de Fernão Ferro.

O PCP foi o partido mais votado nas eleições realizadas no passado dia 11 de Outubro nesta freguesia sendo certo, no entanto, que não obteve a maioria absoluta dos mandatos.

A situação que agora ocorre é completamente nova no quadro dos órgãos autárquicos locais no nosso concelho. Já antes o PCP tinha governado em minoria em várias freguesias do concelho mas nunca antes um executivo tinha sido reprovado.

Refere o Dr. Paulo Edson da Cunha que:

“Ontem, na Assembleia de freguesia de Fernão Ferro, após 3 votações, a CDU não conseguiu fazer passar a sua equipa, pois, numa atitude típica de “Quero, Posso e mando” nunca aceitou uma proposta, bastante razoável por sinal, de governar com um membro de cada um dos outros partidos.

A verdade é que foi a CDU a lista mais votada, mas não menos verdade é que a oposição tinha maioria.

Naquele acto respeitou-se unicamente a vontade da população. Teria a Presidência e mais um membro do executivo a CDU, porque foi a mais votada, mas a oposição estaria representada.”

Não podemos sufragar este entendimento do líder do PSD local. Como seria se o Primeiro-Ministro tivesse que governar com ministros escolhidos pela oposição? Existiram condições de natureza política para que tal acontecesse?

E existindo novo acto eleitoral? Como se comportarão os partidos da oposição? Concorrerão coligados uma vez que assumiram em conjunto esta posição?

E quais os custos desta tomada de posição? Será que a população vai compreender esta posição por parte dos eleitos dos partidos da oposição? E se o PCP ganhar novamente com minoria? A oposição continuará a forçar a entrada dos seus eleitos no executivo da Junta de Freguesia? E se, pela primeira vez nesta freguesia, o PCP ganhar com maioria absoluta? Quem assume a responsabilidade por isso?

Julgamos que este foi um tiro no pé por parte das oposições no concelho do Seixal. Está tudo louco e sem noção das consequências de um acto deste género. Para todos os efeitos foi o PCP quem ganhou as eleições e é a oposição que está a impedir de governar. Usualmente quem impede a maioria de governar sai prejudicado!

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 29/10/2009

Análise dos resultados das eleições autárquicas: PCP

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O PCP foi o grande vencedor das eleições autárquicas realizadas no concelho do Seixal no passado dia 11 de Outubro ao consolidar a sua maioria absoluta nos principais órgãos do concelho, nomeadamente na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal.

A retumbância da vitória comunista é inquestionável. Obteve mais votos (em número), maior percentagem e maior número de mandatos tendo recuperado duas maiorias absolutas em Assembleias de Freguesia (Amora e Corroios).

Parece-nos difícil compreender a amplitude desta vitória. O PCP governa o concelho do Seixal desde as primeiras eleições autárquicas depois do 25 de Abril de 1974 e é o principal responsável pelo que de bom e de mau tem o concelho.

Na nossa perspectiva, e infelizmente, o concelho do Seixal não tem atingido os níveis de progresso e de qualidade de vida das populações que seria suposto. No entanto a população do Seixal ratificou a governação dos comunistas ao reforçar a posição deste partido no concelho.

Não deixa, porém, de ser interessante verificar que o PCP, no espaço de 15 dias, passa de 19% para 48% dos votos o que, no nosso entender, revela que, apesar de o povo seixalense não ser ideologicamente comunista, confia na gestão autárquica deste partido ou pelo menos não acredita que os partidos da oposição (nomeadamente o PS) conseguissem fazer melhor.

O PCP, e Alfredo Monteiro em concreto, têm agora de demonstrar que mereceram este reforço de confiança por parte da população. Vamos ver se serão capazes de o fazer.

Publicado por: Davide Ferreira | 22/10/2009

Alerta da Quercus para os resíduos industriais

Este vídeo ilustra bem, como Portugal em certos aspectos, nomeadamente ambientais continua a ser um país de terceiro mundo… um alerta da Quercus

Deixo ao leitor a pergunta: Sabe onde é que foi feito este vídeo?

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 21/10/2009

Análise dos resultados das eleições autárquicas: PS

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Embora de forma mitigada, sobretudo em relação ao PSD, o PS foi também um dos grandes derrotados das últimas eleições autárquicas realizadas no Seixal.

Se é verdade que no que diz respeito à Câmara Municipal o PS conseguiu manter os três vereadores e no que concerne à Assembleia Municipal manteve os oito eleitos que trazia de 2005 e se é também verdade que cresceu (ainda que de forma muito pouco significativa) em número de votos, não deixa também de ser verdade que nas Assembleias de Freguesia passou de vinte e cinco eleitos para vinte e um o que é uma queda bastante significativa.

Apesar de tudo a leitura destes resultados não pode ser feita desta forma tão simplista, uma vez que existem outros factores que merecem ser tidos em consideração.

Em primeiro lugar é preciso deixar claro que o PS tem ganho nos últimos anos (com excepção das últimas eleições para o Parlamento Europeu) todas as eleições realizadas no concelho do Seixal com excepção das eleições autárquicas. Apenas quinze dias antes das eleições do passado dia 11 de Outubro o PS tinha sido o partido mais votado no concelho do Seixal com cerca de 34% dos votos ficando muito à frente do PCP que tinha obtido apenas 19%. Em número de votos o PS perde mais de 12000 o que é brutalmente significativo.

Muitos eleitores no Seixal – que não são sociologicamente comunistas – votam PS noutras eleições e PCP nas autárquicas provavelmente porque o PS local não consegue dar resposta às questões e problemas da população. É neste quadro que se pode falar de uma derrota para o PS, na medida em que não consegue cativar um voto que é seu.

Por outro lado e face à situação de queda do PS a nível nacional podemos também estar aqui perante uma transferência de voto por arrasto em função do panorama político nacional. Esse facto pode, de certa forma, ter condicionado o crescimento do PS a nível local.

Seja como for, os candidatos do PS (exceptuando o candidato a Presidente da Câmara e o candidato à Assembleia Municipal) eram fracos o que talvez justifique a perda de mandatos nas Assembleias de Freguesia. Há, genericamente, alguma falta de qualidade no PS local e isso pode ter reflexos nos resultados autárquicos.

Uma última nota para referir, que tal como o PSD, o PS local necessita de encontrar melhores formas de passar a mensagem e de chegar junto da população. Talvez os pressupostos teóricos da praxis política destes partidos estejam ultrapassados.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 14/10/2009

Análise dos resultados das eleições autárquicas: PSD

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De todos os partidos concorrentes às eleições autárquicas o PSD foi, provavelmente, aquele que registou a maior derrota, tendo perdido um vereador (agora quase absolutamente confirmado), um eleito na Assembleia Municipal e dois eleitos em Assembleias de Freguesia (Amora e Fernão Ferro).

A derrota no PSD não se consubstanciou apenas na perda de mandatos mas foi particularmente arrasadora porque num universo eleitoral com mais 10000 eleitores conseguiu ter menos quase 1000 votos (nas eleições para a Câmara Municipal).

É muito difícil compreender, para o PSD, os resultados do passado fim-de-semana. Se houve partido que trabalhou – apresentando propostas, estando com a população, colocando outdoor’s – foi o PSD. Se houve partido que conseguiu mediatizar as eleições no concelho do Seixal foi o PSD. Se houve partido que apresentou bons candidatos às eleições locais foi o PSD.

No entanto parece que os eleitores não reconheceram esta postura e penalizaram o PSD fortemente.

O PSD tem de ponderar se a estratégia seguida foi a mais adequada e onde cometeu os erros. Recordamos que nos dois últimos actos eleitorais autárquicos o PSD perdeu quase seis pontos percentuais e um número significativo de mandatos.

Esta tem de ser entendida pela Comissão Política do PSD como uma derrota crassa e que coloca em causa a própria sobrevivência do partido a nível local.

Como todos sabem, tirando o PCP os restantes partidos no Seixal são pequenos e com estruturas políticas muito frágeis, pelo que resultados desmotivantes como aquele que o PSD obteve podem fazer desmobilizar, e muito, os seus militantes e dirigentes.

No fundo, o PSD Seixal tem de ser capaz de se reinventar. Resta saber se existe massa humana e capacidade para tal.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 13/10/2009

Análise dos resultados das eleições autárquicas: BE e CDS

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Os dois mais pequenos partidos concorrentes às eleições autárquicas no Seixal (se excepcionarmos o MMS), o BE e o CDS apresentaram dois resultados que não deixam, embora por motivos diferentes, de representar uma surpresa face aos resultados que esperávamos.

O CDS, que nas eleições legislativas realizadas há apenas 15 dias havia tido 10,02% dos votos no Seixal (com pouco mais de 7500 votos), voltou a ter um bom resultado nas eleições autárquicas do passado domingo com um resultado de 5,23% (cerca de 3000 votos) e registando uma subida de mais de 2000 votos em relação às eleições de 2005.

Este resultado não permitiu ao CDS eleger qualquer vereador para o executivo da Câmara Municipal, mas resultado idêntico na Assembleia Municipal permitiu a este pequeno partido eleger dois deputados municipais quando no último mandato não teve nenhum. O CDS elegeu ainda um deputado para a Assembleia de Freguesia de Amora. Com este resultado o CDS volta a ter representação nos órgãos autárquicos do concelho do Seixal.

No entanto, não podemos deixar de salientar que este resultado não foi, certamente, o culminar de um grande trabalho desenvolvido pelo CDS no concelho do Seixal. Este partido tem estado praticamente morto e sem representação. A campanha realizada foi fraca e sem grande expressão. Julgamos que o resultado está alavancado pelos excelentes resultados obtidos nas últimas eleições legislativas e é, em grande parte, fruto do trabalho realizado a nível nacional pelas principais figuras deste partido.

Já o BE foi, provavelmente, a maior desilusão nestas eleições autárquicas tendo obtido apenas 6,93% dos votos registando uma ligeira descida face a 2005 quando tinha obtido 7,05% dos votos. É verdade que subiu cerca de 150 votos, mas quando o universo eleitoral se alarga em mais de 10000 eleitores essa subida é muito pouco expressiva.

Ademais, perde um eleito na Assembleia Municipal, sobe apenas um eleito nas Assembleias de Freguesia (Fernão Ferro) e discute ainda, com o PSD a eleição do último vereador (PSD e BE estão empatados na discussão de um vereador e os resultados de que dispomos são ainda provisórios).

Recordamos que nas eleições legislativas decorridas há 15 dias o BE tinha obtido 13,09% (o que corresponde a quase 9000 votos) e nas eleições para o Parlamento Europeu tinha tido 14, 63% (mais de 7000 votos).

Estes resultados, ao contrário do CDS, não parecem ter sido alavancados pelo BE nacional e na nossa opinião podem confirmar o BE apenas e só como um partido de protesto.

Temos também de salientar que o BE não mereceria ter mais e melhores resultados do que aqueles que teve. O trabalho realizado pelos seus autarcas nos últimos quatro anos não mereceria os 13%, 14% que os resultados anteriores poderiam fazer antever. Apesar de tudo temos de salientar que os candidatos do BE parecem ser de boa qualidade o que faz antever que o trabalho a ser realizado nos próximos quatro anos possa ser de melhor qualidade.

Nos próximos dias traremos a análise dos resultados dos restantes partidos políticos.

PS: Não podemos deixar de agradecer as largas centenas de visitas que tivemos nos últimos dias que confirmar o Pensar o Seixal no Século XXI como um blogue de referência dentro da blogosfera local do concelho do Seixal. 

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 12/10/2009

Considerações sobre os resultados eleitorais no Seixal

Todos nós temos de conseguir e ter a coragem de assumir responsabilidades quando as temos.

Quebrando uma regra que uso habitualmente na minha escrita escrevo este texto na primeira pessoa do singular e não no plural majestático como normalmente ajo. Vou faze-lo porque é fundamental assumir a responsabilidade no resultado eleitoral de ontem que julgo ter.

Fui, durante quase 10 anos, militante do PSD e assumi durante muito desse tempo funções executivas dentro da estrutura local do partido e da JSD.

Nos últimos 10 anos perdi (e hoje sei que perdi) muitos milhares de horas em actividades políticas e partidárias, muitas vezes com graves prejuízos da minha vida pessoal. Fi-lo porque acredito que todos temos obrigação de dar o nosso contributo para a melhoria das nossas condições de vida. Fi-lo porque acredito que a política demagógica, populista, folclórica não beneficia a população nem aumenta a qualidade de vida dos indivíduos. Fi-lo porque não tenho qualquer dúvida que o PCP governa mal o Seixal e que não só não tem capacidade de resolver os problemas do concelho como tem também criado muitos outros que não existiam.

No entanto reconheço a derrota das minhas convicções. O PCP não só ganhou a CMS, como aliás já esperava, como reforçou a votação sobretudo porque teve mais 3500 votos do que havia tido em 2005 e subindo 30 pontos percentuais em 15 dias.

O resultado das eleições de ontem, e apesar da minha crença na vitória do PCP, foi para mim uma surpresa!

Os indicadores (não conhecia qualquer sondagem) diziam que o PCP vinha perdendo eleitorado no Seixal ao longo dos últimos actos eleitorais. Acreditei que essa tendência se continuaria a verificar nestas eleições e não consigo compreender o que fez com que se invertesse. Afinal de contas o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal do Seixal não tem tido qualquer expressão na qualidade de vida das populações.

A verdade é que tal não aconteceu.

A democracia é precisamente isso. Vence quem tem mais votos. E têm mais votos aqueles em quem a população confia que poderão fazer mais e melhor trabalho.

No Seixal a população atestou a mais-valia que pensa estar no PCP. Respeito, e muito, os resultados eleitorais e a vontade do povo e ao contrário de muitos não penso que os quase 28000 seixalenses que votaram no PCP estejam todos errados ou que sejam estúpidos. Isso não seria democrático.

Confesso que me sinto profundamente desiludido e considero este resultado uma derrota pessoal.

Já não sou militante do PSD e não tenho, desde há alguns anos, funções executivas neste partido. Mas conheço todos os candidatos e sou amigo de muitos deles. Para mais, participei activamente na elaboração da estratégia do PSD e sou responsável por uma parte significativa do programa autárquico (para o concelho).

Tenho ainda, em jeito de posfácio, de deixar uma palavra a duas pessoas: ao Samuel Cruz (candidato do PS) cujo estilo confesso apreciar e que teve, apesar de tudo, o mérito de conseguir segurar o resultado do PS no Seixal;  e ao Paulo Edson da Cunha (candidato do PSD) que me deu a oportunidade de fazer parte de um projecto muito interessante e que é, acima de tudo o resto, um homem trabalhador e que fará, certamente, o seu melhor na vereação.

Finalmente não posso deixar também de reiterar os parabéns aos eleitos do PCP e às suas estruturas locais desejando que invertam o rumo das suas políticas e que sejam capazes de respeitar os adversários.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 12/10/2009

Resultados eleitorais para a CMS

Está absolutamente confirmada a expressiva vitória do PCP no concelho do Seixal.

Este partido obteve aproximadamente 48% dos votos tendo-se verificado uma subida de mais de 4% relativamente aos resultados de 2005. Mais significativo é o facto de ter registado uma subida de mais 3500 votos. Manteve desta forma a maioria absoluta com seis vereadores.

O PS ficou em segundo lugar com 22% dos votos sendo que teve uma descida de cerca de 1% em relação a 2005. Apesar de tudo teve mais 140 votos que no ultimo acto eleitoral autárquico. Manteve os três vereadores que já tinha anteriormente.

O PSD sofreu um grande desaire ao obter cerca de 14% dos votos. Esta percentagem corresponde a uma descida de 2,5% e menos cerca de 1000 votos em relação a 2005. Perdeu um vereador.

O BE registou uma ligeiríssima descida percentual em relação a 2005 tendo, apesar de tudo uma ligeira subida em número de votos. Mais significativo é o facto de ter ganho um vereador ao PSD.

O CDS teve uma grande subida tendo passado de menos de 2% para mais de 5%. Não conseguiu, apesar de tudo, qualquer vereador.

Uma nota ainda para salientar que nestas eleições votaram mais 4000 pessoas. Apesar de tudo a abstenção registou uma ligeira subida.

Face aos resultados há que dar os parabéns aos vencedores (que é exclusivamente o PCP). Na democracia vence quem tem mais votos e no Seixal foi o PCP que venceu.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 11/10/2009

Resultados das eleições autárquicas no Seixal

Parece ser absolutamente claro que o PCP ganhou, reforçando largamente a sua votação, as eleições autárquicas no concelho do Seixal vencendo todas as freguesias (neste momento não temos dados relativos a Corroios) e recuperando maiorias absolutas.

Voltaremos a este assunto assim que tivermos mais dados.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 10/10/2009

Previsão para resultados de eleições autárquicas no Seixal

Realizam-se amanhã as eleições autárquicas que vão determinar quem vão ser os governantes do nosso concelho.

A exemplo do que aqui fizemos relativamente aos resultados eleitorais no Seixal das eleições legislativas propomo-nos agora a prever o resultado de amanhã.

Assim, acreditamos que o PCP vai obter o maior número de votos com um resultado entre os 38% e 42%. Desta forma continuará a ser o partido mais votado e Alfredo Monteiro continuará a ser o Presidente da edilidade mas perderá a maioria absoluta. Este resultado será inferior ao de 2005 no qual este partido teve 44,73%.

Em segundo lugar ficará o PS com um resultado entre os 20% e 24%. De acordo com a nossa previsão é possível que o PS inverta a sua trajectória de subida que se regista desde 1989. Recordamos que em 2005 o resultado do PS foi o seu mais expressivo de sempre com 23,85%.

Em terceiro lugar ficará o PSD (embora de acordo com a nossa margem de erro o BE possa ficar à frente) com um resultado entre os 14% e os 18%. Desta forma prevemos que o resultado possa ser ligeiramente inferior ao de 2005 no qual este partido teve 16,47%.

Depois ficará o BE (com a ressalva que fizemos antes) com um entre os 11% e os 15%. Acreditamos que o BE será o partido que mais beneficiará com a descida do PCP uma vez que em 2005 obteve 7,13%. É quase certo que elegerá um vereador e pode mesmo chegar ao segundo!

Em quinto lugar ficará o CDS com um resultado entre os 3% e os 7%. O CSD é um partido pouco expressivo no Seixal. Recordamos que nas últimas eleições obteve apenas 1,78%.

Depois, e marginalmente, surgirá o MMS com um resultado entre os 0% e os 1%. Este partido nunca concorreu a qualquer acto eleitoral no concelho do Seixal e não deve obter votos significativos.

Os votos brancos e nulos cifrar-se-ão entre os 2% e os 6%.

Recordamos que no que a este acto eleitoral diz respeito existem mais eleitores inscritos (cerca de mais 9000) em relação ao acto eleitoral de 2005. Vamos ver de que forma este número se reflecte no resultado final. Recordamos que, exceptuando o ano de 1993, o PCP tem sido eleito com pouco mais de 25000 votos.

Com os resultados que prevemos o PCP perderá a maioria absoluta no concelho do Seixal, sendo certo que é também possível que o PS perca um vereador para o BE. Amanhã confirmaremos a nossa previsão.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 09/10/2009

Balanço dos debates

Terminaram na passada quarta-feira os debates entre os candidatos às eleições autárquicas no concelho do Seixal com a discussão entre os candidatos à Assembleia Municipal.

Cabe, portanto, fazer um balanço dos mesmos.

Em primeiro lugar, senti-mos que os mesmos frustraram as nossas expectativas iniciais. Praticamente apenas as “claques” dos partidos se fizeram representar e o próprio modelo do debate (de que debate tinha pouco) não favorecia a discussão de ideias ou projectos.

Em segundo lugar, é fundamental deixar claro que apesar de tudo nos foi permitido ficar com uma ideia muito clara dos candidatos e da forma como os partidos encaram as eleições no nosso concelho.

O CDS é um partido muito pequeno no concelho e com poucos quadros o que se reflecte necessariamente nos candidatos. Apesar da escassez de quadros consideramos que os candidatos do CDS tinham obrigação de se apresentar mais bem preparados e com uma visão mais profunda do concelho.

O BE, um partido em grande crescimento no concelho do Seixal, apresentou um conjunto de interessantes candidatos, com particular destaque para a freguesia de Corroios e do Seixal e também para Presidente da Câmara. Apesar de tudo nem sempre se compreendeu a linha estratégica que pretendem para o concelho e quais os pontos divisórios com os candidatos do PCP.

O PSD, que é no Seixal um partido pequeno e quase marginal, apresentou ainda assim um leque de candidatos bastante simpático. Destaque para os debates de Fernão Ferro e do Seixal onde ficou bem patente a qualidade dos mesmos. Ainda assim creio nas outras freguesias os candidatos se mostraram em bom nível.

O PS, segunda força política no concelho do Seixal, tem candidatos particularmente maus. Em especial nas freguesias de Fernão Ferro, Paio Pires e Corroios. No entanto, e curiosamente, os candidatos à Assembleia Municipal e à Câmara Municipal parecem estar muito acima dos outros.

Já o PCP, sendo poder em todas as autarquias, demonstrou com clareza que tem, provavelmente, o grupo de candidatos mais homogéneo. No entanto os candidatos a Fernão Ferro e à Arrentela têm muitas lacunas. Alfredo Monteiro aparenta também estar cansado.

Objectivamente, os debates, pouco ou mesmo nenhum efeito terão nos resultados do próximo domingo mesmo contando com as pessoas que possam ter ouvido na Rádio Baia ou lido no Jornal do Seixal.

Seria importante, isso sim, é que a comunicação social dedicasse mais espaço ao debate durante todo o mandato. A política, ao contrário do que muitos dizem, é fundamental para definir o que vamos ser no futuro. Temos todos a obrigação moral de participar e tentar condicionar ao máximo as opções de quem governa.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 08/10/2009

Debate entre os candidatos à Assembleia Municipal do Seixal

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Realizou-se ontem o último debate, de uma serie de oito, relativos às eleições autárquicas do próximo domingo. O debate de ontem foi entre os candidatos à Assembleia Municipal do Seixal.

O debate de ontem foi peculiar. Em primeiro lugar, porque ao contrário dos outros, neste não estiveram presentes quaisquer apoiantes do PCP. O próprio candidato Joaquim Judas fez apenas a apresentação inicial e final, tendo no entretanto sido substituído pelo número 2 Paulo Silva enquanto o primeiro estava numa acção de campanha do PCP.

Foi curiosamente Joaquim Judas o primeiro a tomar a palavra tendo feito uma prelecção sobre as competências do órgão que é, como todos sabemos, o fiscalizador da actividade da edilidade.

Em segundo lugar falou o representante do CDS, substituindo a cabeça de lista que não podia estar presente. Fez um discurso onde se quis pautar por ser diferente e que o CDS está no Seixal exclusivamente para lutar pelo interesse da população.

Depois foi a vez de Nuno Tavares do PS. Foi, provavelmente, o candidato com o discurso mais agressivo de todos. Colocou em causa a postura do partido da maioria na Assembleia Municipal e trouxe inúmeros exemplos da forma como este órgão se encontra manietado pelo executivo e maioria.

Em quarto lugar interveio Vitor Cavalinhos candidato pelo BE. Tem muita experiência em questões políticas tendo, inclusive, sido já membro da Assembleia Municipal pelo PCP. Protestou contra a desconsideração que considera existir pelo PCP relativamente ao funcionamento da Assembleia Municipal e a forma incorrecta como este órgão reúne, sobretudo fora de horas e em más condições.

Finalmente foi a vez de Luís Rodrigues candidato do PSD. Lançou para a mesa, de forma decisiva, o facto de o PCP menorizar o papel da Assembleia Municipal. Juntou-se ao rol de críticas dos candidatos do PS e do BE relativamente às condições em que o órgão funciona e não se esqueceu de criticar, com veemência, a política do PCP como poder executivo no Seixal.

O debate ontem não foi particularmente animado. No período aberto à população só intervieram pessoas ligadas, directa ou indirectamente, à população. Paulo Silva, o cooptado para estar presente na ausência de Joaquim Judas, foi verdadeiramente massacrado pelas intervenções do público. Agitador nado, incendiário, habituado a gozar deliberadamente com tudo e todos, fruto de uma arrogância que encontra apoio, certamente, na maioria absoluta do PCP, não teve uma única voz que o apoiasse no momento.

Ontem foi o último dos debates. Durante o dia de amanhã contamos fazer uma análise global dos mesmos ponderando sobre o seu real significado e importância.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 07/10/2009

Debate entre candidatos à Presidência da Câmara Municipal do Seixal

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Realizou-se ontem aquele que seria, provavelmente, o mais aguardado de todos os debates entre os candidatos às eleições autárquicas no concelho Seixal: o debate dos candidatos a Presidente da Câmara Municipal do Seixal.

Infelizmente não tivemos a oportunidade de ver o debate deste o seu inicio pelo que nos é impossível apresentar um relato do que se passou, mas conseguimos ainda assistir a algumas das questões/intervenções por parte do público e às respostas por parte dos candidatos.

O candidato do BE (Luís Cordeiro) pareceu-nos um homem sensato e cordato tendo-se apresentado com uma postura digna e honesta. Salientou a importância que a cultura e a educação representam, na perspectiva do BE, para o futuro e sucesso do concelho do Seixal. Ficámos positivamente impressionados com Luís Cordeiro.

Samuel Cruz (candidato do PS) tem um espírito aguerrido de que gostamos particularmente. Ao contrário que tivemos oportunidade de ver relativamente a outros candidatos do PS, Samuel Cruz parece ter uma noção global dos principais dossiers do concelho e uma visão global para o concelho. Partilhamos, em parte, do diagnóstico que fez do Seixal e também de algumas das propostas e soluções apresentadas.

O candidato do CDS (João Noronha) é um homem habituado a estas lides tendo sido, no mandato de 2001, membro da Assembleia Municipal. Infelizmente o CDS no Seixal é um partido pouco organizado e com dificuldade de encontrar quadros. Noronha é um homem simpático e espirituoso mas talvez seja necessário um pouquinho mais para ser candidato a presidente de uma câmara municipal como o Seixal.

Alfredo Monteiro, candidato pelo PCP e actual Presidente da Câmara Municipal do Seixal, tem um estilo peculiar e que provavelmente o terá prejudicado neste debate. Habituado a ter todo o tempo do mundo para fazer comícios na Assembleia Municipal não conseguiu, no tempo que teve disponível, fazer o que já o vimos fazer muitas vezes: destruir a oposição. Pareceu-nos um homem cansado e desejoso de sair. Não lhe vimos a garra e a sagacidade de outros tempos. Foi uma desilusão.

Por último uma nota sobre Paulo Edson da Cunha, o candidato do PSD. Estamos habituados a ver no discurso de Paulo Edson da Cunha um estilo mais coloquial e prazenteiro. Desta vez foi mais violento e forte. Não se coibiu de responder com frontalidade às muitas questões (paralelas ao debate político) que lhe foram colocadas e chegou mesmo a arrancar uma gargalhada geral quando se referiu à intervenção do líder de bancada do PCP Paulo Silva.

Foi um debate animado, com muita gente e onde o actual executivo da Câmara Municipal esteve em peso. Muitas questões ficaram por ser mencionadas. O género de debate não propicia o confronto de propostas entre os candidatos e o pouco tempo disponível não permite grandes explanações sobre os conteúdos programáticos.

Uma última nota para fazer referência a um pequeno facto. Infelizmente, mesmo depois de 35 anos de democracia, há pessoas que ainda não compreenderam o seu significado. Especial referência para os agitadores/incendiários do PCP que se esforçam a todo o custo para não discutirem as questões essenciais.

Esta noite teremos o último debate com os candidatos à Assembleia Municipal na sede da Associação Náutica do Seixal.

Publicado por: Filipe de Arede Nunes | 06/10/2009

Análise dos resultados das eleições legislativas

No próximo domingo, dia 11 de Outubro, fecha-se um ciclo eleitoral que se iniciou em 7 de Junho de 2009 com as eleições para o Parlamento Europeu.

Localmente este ciclo eleitoral é de extrema e grande importância porque termina com as eleições autárquicas que definirão o rumo do nosso concelho durante os próximos quatro anos.

Compreendemos e aceitamos o argumento de que cada acto eleitoral é-o separadamente de todos os outros. Ao longo de mais de 30 anos de democracia os eleitores têm sabido distinguir bem uma coisa da outra.

No entanto, não podemos deixar de tentar encontrar na sucessão de resultados eleitorais pontos de suporte para o resultado de eleições futuras.

Nas eleições para o Parlamento Europeu, e contrariando uma tendência que se vinha verificando nos últimos mais de 15 anos, o PCP ganhou as eleições no Seixal. É verdade que apenas teve mais 34 votos do que o PS, mas não foi por isso que deixou de ganhar.

Nessa altura, o PS perdeu quase 8000 votos (comparativamente com as eleições para o Parlamento Europeu de 2004 e considerando que se verificou um aumento de 12000 eleitores) e o PCP ganhou cerca de 1300.

PSD e BE obtiveram praticamente o mesmo resultado e o CDS registou um resultado muito interessante.

Os resultados na altura demonstraram com clareza que a situação local dos partidos se revelou absolutamente irrelevante para a votação final, tendo os resultados locais sido alavancados pela situação nacional dos partidos.

Nesta altura o PS estava em clara queda a nível nacional e o PSD não tinha expectativa alguma de vencer essas eleições. Os eleitores do concelho deram uma maioria muito expressiva de cerca de 78% dos votos a forças de esquerda.

No passado dia 27 de Setembro o resultado foi muito diferente do das eleições para o Parlamento Europeu. Nessa altura o PS registou uma vitória muito expressiva no concelho do Seixal (ainda que tenha perdido cerca de 10% relativamente às eleições de 2005) e o PCP uma queda muito acentuada face às eleições de Junho (ainda que estivesse em linha com o resultado de 2005).

O PSD e o BE registaram resultados semelhantes àqueles que tinham obtido em Junho e o CDS quase duplicou a sua percentagem de votos.

Os resultados demonstram, na nossa opinião, que apesar de existir uma queda dentro do PS este partido está também a subir o que pode ter efeitos positivos no próximo domingo. O PCP não conseguiu, desta feita, cativar qualquer eleitorado, sendo que os principais beneficiados da queda do PS no Seixal (em comparação com 2005) foram o BE e o CDS.

Na próxima sexta-feira avançaremos com uma previsão relativamente ao que pensamos que possa vir a ser o resultado das eleições do próximo domingo. Veremos se a nossa perspectiva encontrará algum fundamento no dia das eleições.

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